Sinhá Olímpia Quem É Você

Cidinha de Almeida

Sinhá Olímpia, quem é você?
Sinhá Olímpia, quem é você?
Conte para a gente saber
Conte para a gente saber

Não sou daqui, eu vim de lá
Não sou daqui, eu vim de lá
Chapeuzinho Vermelho
Um dia o senhor lobo que andava a passear

Avistou a Chapeuzinho e foi logo perguntar
Aonde vais, ó menina com essa linda cestinha?
Vou levar bolo e mel à minha avozinha
Mais depressa foi o lobo à casa da vovozinha

Enquanto ia praticando falar com voz de netinha
Alguém bate à porta
Quem está a bater?
É a tua querida netinha

Ai, meu Deus, é o lobo mau
Não te como, avozinha
Que grandes são os teus olhos
São para te observar

Que grande é o teu nariz
É para te cheirar
Que grandes são tuas mãos
São para te tocar

Que grande é a tua boca
É para melhor te beijar
Sinhá Olímpia: Estas histórias, meninos
Vocês podem encontrar na biblioteca da escola

É só ir lá para procurar
Um beijo para vocês todos
Eu agora vou deixar
Sai cantando: Entrou por uma porta, saiu pela outra

Quem quiser, que conte outra
Só para histórias contar
Só para histórias contar
Sinhá Olímpia: A raposa e as uvas

Com as pernas já cansadas
E a barriga tão vazia
A raposa viu uns cachos
E deu pulos de alegria

Tentava apanhar as uvas
Mas cansava-se em vão
E a alegria que tivera
Tornou-se desilusão

Enganando-se a si mesma
Por não conseguir tê-las
Disse então que eram verdes
Só cães podiam comê-las

Mas quando, ao ir-se embora
Ouviu um leve ruído
Voltou-se com a esperança
De ter caído um cacho

Sinhá Olímpia, quem é você?
Sinhá Olímpia: A cigarra e a formiga
Durante todo o verão
Que bem cantou a cigarra

De dia estava na praia
À noite, ia para a farra
Ficou no campo a formiga
Pensando no seu celeiro

O esforço do seu trabalho
Rendeu-lhe um bom dinheiro
O inverno só trouxe frio
E nada para comer

À porta do formigueiro
Foi a cigarra bater
Durante todo verão
Cantei para te alegrar

Dá-me um pouco de comida
Para eu poder jantar
Enquanto te divertias
Eu estava a trabalhar

Cantavas todos os dias
Agora vai lá dançar
Sinhá Olímpia, quem é você?
Sinhá Olímpia: O pavão

Lamentava-se o pavão
De não cantar nada bem
De não ter voz bonita
Que o rouxinol sempre tem

Não reclames, disse Deus
Pavãozinho despeitado
Não vês que pelas tuas cores
És famoso em todo lado?

Cada um tem seu encanto
A águia tem a coragem
O melro tem o seu canto
O pavão, rica plumagem

A ave compreendeu
Não se podia queixar
Ninguém é perfeito em tudo
Em tudo há que se alegrar

Sinhá Olímpia, quem é você?
Sinhá Olímpia: O corvo e a raposa
No ramo de um arbusto
O corvo mostrava um queijo

A raposa aproximou-se
Atraída pelo desejo
Muito esperta, a raposa
Passou a elogiar o corvo

As suas penas e o canto
E até a forma de andar
Cego pelo seu orgulho
O corvo pôs-se a cantar

O queijo caiu do bico
E a raposa foi parar
Alunos: Sinhá Olímpia, quem é você?
Sinhá Olímpia: O leão, o rei da selva

O leão, o rei da selva, perdeu as forças e o poder
Tornou-se apenas um velho
Preparado para morrer
Os burros davam-lhe coice e os lobos dentadas

Gazelas faziam troça e os bois davam chifradas
Mal conseguia rugir
O cansado rei leão
Chegara a hora de os fracos lhe poderem dizer não

Sinhá Olímpia: Agora para terminar
Um conto vou-lhes contar


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