Somos feitos de vidro pra quebrar
E, mesmo depois, a gente se junta
Se cola, se entrega (se cola, se entrega)
É que o corpo insiste em mergulhar
Melhor que um é ser dois na hora que a boca confessa
Quando foi ver, já foi, ah-ah-ah-ah
Não nego que sou frágil
É que eu gosto de me sentir fraca na sua mão
Será óbvio e mensurável
O vício em que a certeza não é ponto de interrogação
Sou do tipo faço tudo, tudo
Eu juro, juro, juro, eu não te largo, não
Deixo claro, constatado, assumo os riscos do meu coração
Se hoje fosse o último dia, pra onde voltaria?
Quem seria a sua única parada?
E, se ir naquela esquina, a rua é sem saída
Temos o direito de voltar pra casa
Te—, temos o direito de voltar pra casa
Eu tenho o direito de voltar pra casa
Não nego que sou frágil
É que eu gosto de me sentir fraca na sua mão
Será óbvio e mensurável
O vício em que a certeza não é ponto de interrogação
Sou do tipo eu faço tudo, tudo
Eu juro, juro, juro, eu não te largo, não
Deixo claro, constatado, assumo os riscos do meu coração
Somos feitos de vidro pra quebrar
E, mesmo depois, a gente se junta
Se cola, se entrega