Devolva aquela igrejinha
Que não é sua e nem é minha
Saudades da igrejinha
A que é sua e que é minha
Não, não que eu seja um saudosista
Antigamente era melhor é blá blá blá
De quem conserva até o ódio e o pior
Não é isso, mas sim é um pedido ao abandono disso
Poder na mão, na outra mão o algoritmo
Transformar vidas é passado
Só querem saber de instagramar, de se eleger, de sempre ganhar, de se proteger, só em si pensar, de se franquear
Devolva aquela igrejinha
Que não é sua e nem é minha
Saudades da igrejinha
A que é sua e que é minha
Então devolva a igrejinha
Que não é sua e nem é minha
Saudade da igrejinha
A que é sua e que é minha
(O que é de César é nosso)
(E o que é de Deus nós demos)
É que minha casa assim será chamada
Uma casa, uma casa de oração!
Palavras da própria palavra Encarnada, pra quem quiser a fonte dessa afirmação
É que o verbo se fez carne (aleluia)
Antes mesmo de haver tradução
Antes mesmo de haver nossa literatura
Cristo já era a exata conjugação
Manipulações para impor um sotaque mais santo com falso critério
Nos tiram de vista o real mistério dessa na encarnação
Uma antiga um conversa à beira de poço ainda, responde essa questão
Praqueles que insistem em colonizar o modelo e o lugar de nossa adoração!
Nem Jerusalém
Nem em Samaria
Mas sim em Espírito e Verdade
Já que até o óbvio precisa ser dito
Pra entrar no céu não precisa Green Card!
Um pouco de fermento já leveda a massa
Embalagem importada não respalda unção!
Uma igrejinha repleta de línguas, de povos segue firme com fé e palmas nas mãos!
Cadê a tia da oração, depois de um dia de cão
Com aquela unção de quem confia
E não vive numa ilusão
Devolva aquela igrejinha
Que não é sua e nem é minha
Saudade da igrejinha
A que é sua e que é minha
Então devolva a igrejinha
Que não é sua e nem é minha
Saudade da igrejinha
A que é sua e que é minha
Devolva aquela igrejinha