Roubaram minha liberdade em doses tão pequenas
Ninguém notou o crime, regras nas minhas veias
O pode e não pode ergueu o meu muro
E a censura da mente guilhotinou o meu futuro
Melhor não pensar nisso, melhor não falar
A sombra na parede vai te assustar
O medo te cega, paralisa a tua perna
Te prende no passado numa culpa eterna
Mas quão livre é o homem que anda nu pela rua?
Que rompe a barreira e não esconde a sua culpa
O medo amordaça, o medo me cega
Mas hoje eu sou o louco que a regra renega
Eu vou jogar a chave dessa jaula no chão
A lenda no escuro é filha do pavor
No instante do susto, a mente cria o terror
O medo do erro, de não ser aprovado
Sofrendo no hoje por um futuro inventado
A consciência me salva, mas também me castra
A palavra vazia é o vento que arrasta
Se tudo que eu digo, alguém antes criou
Eu quebro o silêncio pra saber quem eu sou
Mas quão livre é o homem que anda nu pela rua?
Que rompe a barreira e não esconde a sua culpa
O medo amordaça, o medo me cega
Mas hoje eu sou o louco que a regra renega
Eu vou jogar a chave dessa jaula no chão
Andando livre
Rompendo a mente