Sinto um peso imenso ao ver tanto sofrer
Um frio na barriga, a vontade de chorar
Essa dor no peito, o que devo fazer?
Será que o caminho é apenas ignorar?
Devo esquecer, ou tentar não me importar?
Como ser bom sem saber como ajudar?
Me digam, ó grandes homens, como proceder?
O que fizeram com a miséria que vem nos assolar?
A verdade não está em quem tentou vencer
Está dentro de nós, basta apenas procurar
Há uma batalha sendo travada dentro de mim
Nesse momento, eu sou um mundo em ruínas
Mas não me renderei, não aceito esse fim
A minha paz não se esconde nas entrelinhas
Nesse caos atual onde os normais são os loucos
Os que sobrevivem à dor são tão poucos
A onda de tristeza tenta sufocar
E a paz passageira já não me satisfaz
Eu quero a paz firme que possa perdurar
Muito além daquilo que o sistema nos traz
As respostas prontas que a sociedade nos diz
Esquecem que no fundo, todos querem ser felizes
Procuramos a luz nos lugares errados
Em heróis de plástico, em reis coroados
Mas os meus anticorpos vão vencer o mal
Não serei consumido por esse temporal
Eu não me renderei
Porque há uma batalha sendo travada dentro de mim
Nesse momento, eu sou um mundo em ruínas
Mas não me renderei, não aceito esse fim
A minha paz não se esconde nas entrelinhas
Nesse caos atual onde os normais são os loucos
Os que sobrevivem à dor são tão poucos
Um mundo em ruínas
Mas não me renderei
No fim de tudo, todos querem ser felizes