Nós habitamos outra frequência
Não há meio-termo na nossa essência
Tudo é visceral, intenso até o osso
O mundo inteiro cabe no nosso poço
Um banho quente, a mente a viajar
Só quem é louco sabe o que é transbordar
O dia é sereno, o tempo corre frouxo
Lá no fundo o riacho, um som de paz e roxo
Então o céu se abre, a chuva vem beijar
A cadência oscila, cresce, recua e vai voltar
E a gente sente a tempestade, mesmo sob o teto
Cada gota fantasma, um toque direto
Não vemos com os olhos, vemos com o desejo
O mundo desaba num imenso lampejo
É o ápice da vida, o transe, a imensidão
Bem-vindos ao mundo das sensações
Abro os olhos num flash, a fronteira desaba
O real e o inventado, a linha que acaba
Eu crio, recrio, invento a mim mesmo
O relógio parou, não ando mais a esmo
As perguntas deságuam nas respostas certas
Caminhos abertos, todas as portas libertas
E lá no espelho, eu vejo o brilho feroz
Um rosto corado, a força da voz
E a gente sente a tempestade, mesmo sob o teto
Cada gota fantasma, um toque direto
Não vemos com os olhos, vemos com o desejo
O mundo desaba num imenso lampejo
É o ápice da vida, o transe, a imensidão
Bem-vindos ao mundo das sensações
O nosso melhor momento
Eu me amo com uma força
Que eu não conhecia