Tem um manual invisível que manda no mundo
Os normais seguem cegos, num sono profundo
Os gênios dissecam, perdem a vida e a razão
Mas eu rasgo a cartilha e jogo no chão
Euforia crua, vontade absoluta
Eu sou a tempestade, eu não fujo da luta
Realizo o que aos normais é proibido
No abismo das coisas, eu sou o ruído
Como pode um gênio viver num mundo de loucos?
Eu sou o fogo, eu sou a regra, os dois aos poucos
Gênio pra plateia, louco pra mim
Nessa linha tênue, eu vou até o fim
Desde a sétima série, criei um escudo tático
O que chamam de mundo da Lua é um plano prático
Gabarito as equações, ignoro a opinião alheia
Uso a minha excentricidade pra despistar a plateia
Meu laboratório particular, onde a lógica impera
A loucura vaza, é inebriante, é letal
É apenas uma mecânica interna estrutural
Os meus próprios limites são a linha de partida
A equação perfeita pra proteger a minha vida
Como pode um gênio viver num mundo de loucos?
Eu sou o fogo, eu sou a regra, os dois aos poucos
Gênio pra plateia, louco pra mim
Nessa linha tênue, eu vou até o fim
Como pode um gênio