A mente é uma máquina, implacável no vapor
Quando eu encontro o foco, o mundo perde a cor
O relógio desmancha, a rotina evapora
E quando eu volto a mim, já passou da minha hora
Mas se a corda estica muito, o sistema dá apagão
É um curto-circuito, é o caos na multidão
Eu preciso de um escape, eu preciso transbordar
Senão o peito estoura, eu não vou aguentar
Bate o dedo na mesa, assovia pro ar
Eu sou o cara da paz, mas o bicho vai pegar
Poder Pimentão, o rosto ferve de tensão
Segura o grito cravado
Iirrhh, freiada de caminhão
Eles olham de fora e me acham devagar
Mal sabem o turbilhão que tá pronto pra afogar
Mil ideias na cabeça, sem nenhum polimento
Tudo extremo, tudo bruto, correndo contra o vento
Respira fundo
Conta até dez
Lapidei a minha raiva, acalmei a minha dor
Eu virei a antítese do meu próprio terror
Mas a raiz ainda mora aqui
Bate o dedo na mesa, assovia pro ar
Eu sou o cara da paz, mas o bicho vai pegar
Poder Pimentão, o rosto ferve de tensão
Segura o grito cravado
Iirrhh, freiada de caminhão
Escondido no peito
Basta abaixar a guarda