Somos da América do Sul
Eu sei vocês não devem nem saber
Já dizia Milton desde o nascimento
E só agora eu pude entender
Seus heróis morreram de overdose
Os meus morreram pelo corre
Esse país é um continente
Bebeu o sangue da minha gente
E acham que tamo aqui à toa
Há dias que a Diáspora
Nos fez ser milhares de etnias por pessoa
Nós não somos os seus inquilinos
A Nossa cultura é um hino
Tem muito a melhorar
Mas aqui ninguém leiloa
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Taxa sobre taxa
Política anti-imigração
Em terra roubada
Ilegal foi a colonização
Sonhando com outra guerra
Alimentando narrativas
As veias abertas da América latina
O mundo é muito grande
E não é o seu quintal
Hijo de la puta, nós não vamos pagar pau
O mundo é muito grande
E não é o seu quintal
Hijo de la puta, nós não vamos pagar pau
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Por que é que eu tenho que acreditar
Que a história é pra ser feita por eles?
Nada prova que eles é que vão
Continuar fazendo a história
Nem a Europa tem força para produzir
A história dos próximos essênios
Nem os Estados Unidos
A história vai ser feita por nós
Quer dizer, nós os países pobres
Esses é que farão a história
Esses é que farão a história
É impossível ensinar aos europeus
A ideia de futuro
Porque não é uma ideia que seja
Realmente nem familiar, nem agradável
E aos americanos também é impossível
E aos americanos também é impossível
Os fundamentalismos americanos são o obstáculo
Há uma incompatibilidade com essa ideia de futuro
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são o mundo
Eles não são