Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
O sentido
Não precisa ter sentido
Hoje eu sinto
Sem precisar entender
Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
O sentido
Não precisa ter sentido
Eu respiro
E deixo o mundo ser
Em nome do que eu não sei dizer
Eu caminho sem precisar ver
Em nome do que não tem palavra
Eu me entrego ao que me atravessa
Se é certo ou errado, eu já não sei
Se é começo ou fim, eu já larguei
O controle que eu achava meu
Era só medo vestido de eu
Hoje eu solto, hoje eu deixo ir
Hoje eu paro de me medir
O que vive não quer caber
Só quer existir
Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
O sentido
Não precisa ter sentido
Hoje eu sinto
Sem precisar entender
Ó minha mente, por que quer fechar?
Tudo em conta, tudo em lugar?
Se a vida escapa entre os dedos
E dança fora dos meus enredos
Ó meu peito, deixa bater
Sem pedir razão, pra acontecer
Tem coisa que, nasce sem porquê
E ainda assim, faz viver
Eu já cansei de traduzir
O que só quer me consumir
Não é lógica que, vai curar
É permitir
Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
O sentido
Não precisa ter sentido
Hoje eu sinto
Sem precisar entender
O que é verdade? Quem vai dizer?
Se cada olhar muda, o que é ver
O que eu chamo de confusão
Talvez seja outra direção
Não se apresse, em concluir
Nem tudo veio pra definir
Tem coisa que, é só travessia
E não destino, pra cumprir
Se o caos me chama, eu vou ouvir
Se o vazio vem, eu deixo vir
Porque no fundo, eu sei que há
Algo em mim ali
Nem tudo fecha
Nem tudo explica
Nem tudo salva
Nem tudo fica
Mas algo pulsa
Mesmo sem nome
Mesmo sem forma
Ainda responde
Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
O sentido
Não precisa ter sentido
Hoje eu sinto
E isso já é tudo
Hoje dois e dois
Não precisa ser quatro
Três e três
Não precisa ser seis
Se eu respiro
Já existe um motivo
Mesmo que, eu não saiba qual