Dona Mariquinha, eu ouço o seu canto
A força nos braços, o suor no pranto
Fazendo farinha, cuidando do chão
Heroína das histórias, coração em ação
Mas eu trago um sopro, um outro olhar
Que sentar também é forma de lutar
O corpo precisa, o coração também
Mosquito descansa quando o dia vem
Eu vejo sua luta, não quero apagar
Só quero dizer que dá pra equilibrar
Ser forte é bonito, mas posso sentir
Que às vezes chorar também faz a gente seguir
Mosquito descansa, Dona Mariquinha
Senta na varanda, sentir a brisa fininha
Chorar é coragem, sorrir é um dom
E parar pra viver não nos faz menos bons
Mosquito descansa, Dona Mariquinha
Senta na varanda, sentir a brisa fininha
Chorar é coragem, sorrir é um dom
E parar pra viver não nos faz menos bons
Mosquito descansa, Dona Mariquinha
Senta na varanda, sentir a brisa fininha
Chorar é coragem, sorrir é um dom
E parar pra viver não nos faz menos bons
Você carrega o mundo, cuida sem parar
Mas e quem cuida de você pra te acalentar?
A tristeza existe, não dá pra esconder
É parte da vida, deixa florescer
Eu admiro o que você construiu
Mas sei que um descanso é um gesto gentil
Não é preguiça nem fraqueza do ser
É só o corpo pedindo pra sobreviver
Eu vejo sua força, não quero mudar
Só quero lembrar que dá pra descansar
Deita na rede, ouve a canção
E deixa que o tempo acalme o coração
Mosquito descansa, Dona Mariquinha
Senta na varanda, sentir a brisa fininha
Chorar é coragem, sorrir é um dom
E parar pra viver não nos faz menos bons
Mosquito descansa, Dona Mariquinha
Senta na varanda, sente a brisa fininha
Chorar é coragem, sorrir é um dom
E parar pra viver não nos faz menos bons
Se a vida é trabalho, também é prazer
Tem espaço pra cuidar e pra se refazer
Dona Mariquinha, sua força é farol
Mas às vezes a Lua também precisa do Sol
Ô, Dona Mariquinha, vamos coexistir
Entre o movimento e o momento de sentir
A vida é mais leve quando a gente entender
Que cuidar de nós mesmos, é também o viver