No ventre Ăgneo começa a vibrar
Placas em tensĂŁo fazem ceder
O magma ascende, pronto a emergir
E o mundo se refaz violentamente
Sob crostas antigas tenta escapar
PressÔes internas voltam a crescer
Canais profundos passam a conduzir
A matéria se expande abruptamente
Colunas de cinza começam a elevar
O céu obscurece ao se preencher
Fragmentos ardentes tornam a cair
E a luz se dissolve rapidamente
Quando a montanha decide falar
Nada consegue a força conter
Do nĂșcleo antigo vem o transbordar
Que rompe tudo ao ascender
Fogo que insiste em se mostrar
Tempo gravado no prĂłprio ser
Marca que volta a se revelar
Mesmo que tente se esconder
A lava incandescente tenta avançar
Campos inteiros deixa a arder
Rochas derretem ao se fundir
E tudo se altera irreversivelmente
Nos mares distantes pode despertar
Ondas colossais vĂŁo se erguer
Ilhas surgem ao se construir
Num ciclo que avança incessantemente
Gases ocultos voltam a escapar
O clima global pode ceder
Espécies lutando para persistir
Enquanto a Terra respira densamente
Quando a montanha decide falar
Nada consegue a força conter
Do nĂșcleo antigo vem o transbordar
Que rompe tudo ao ascender
Fogo que insiste em se mostrar
Tempo gravado no prĂłprio ser
Marca que volta a se revelar
Mesmo que tente se esconder
Mas apĂłs o fogo lento a cessar
Novas formas voltam a nascer
Do caos profundo algo a surgir
E a vida retorna temerosamente
Quando a montanha decide falar
Nada consegue a força conter
Do nĂșcleo antigo vem o transbordar
Que rompe tudo ao ascender
Fogo que insiste em se mostrar
Tempo gravado no prĂłprio ser
Marca que volta a se revelar
Mesmo que tente se esconder
Quando a montanha decide falar
Nada consegue a força conter
Do nĂșcleo antigo vem o transbordar
Que rompe tudo ao ascender
Fogo que insiste em se mostrar
Tempo gravado no prĂłprio ser
Marca que volta a se revelar
Mesmo que tente se esconder