Sob o silêncio de um Sol esquecido
Ganha contorno a carcaça de prata
Um protótipo nunca vencido
Cuja sentença no espaço é exata
Mãos ancestrais dão o sopro da vida
Forjam os elos de um juiz absoluto
Uma muralha jamais convertida
Pronta para o peso de um século bruto
Cresce a penumbra no chão do deserto
Fria ameaça que o cosmos abriga
Olha o planeta de perto
Frente à loucura da raça antiga
Sob a viseira de treva e mistério
Dorme a centelha de um raio temível
Capaz de reduzir a cinzas um império
Força implacável de um Deus invisível
Entra no ventre do disco de aço
Guardião mudo de um pacto supremo
Pronto para o salto no vácuo do espaço
Rumo ao abismo do nosso extremo
Cresce a penumbra no chão do deserto
Fria ameaça que o cosmos abriga
Olha o planeta de perto
Frente à loucura da raça antiga
Artilharia nenhuma perfura
Essa blindagem de liga estelar
Cai o exército na noite escura
Visto que a carne não pode lutar
Ruma a cometa na rota traçada
Frenesi cego que engole a distância
Alvo fixado na esfera azulada
Para punir nossa estúpida arrogância
Resta o silêncio e o código antigo
Frase de um homem que busca clemência
Se o eco falhar perante o perigo
GORT ditará nossa total inexistência
Cresce a penumbra no chão do deserto
Fria ameaça que o cosmos abriga
Olha o planeta de perto
Frente à loucura da raça antiga