Na beira do cemitério
Uma risada apavorou
Nem cachorro teve coragem
De latir pra quem chegou
Era capa sem forro preto
Era anel relampeando
Seu Exu riscando brasa
No terreiro levantando
Ê malembe malembeiro
Ê malembe malembeá
Quem carrega olho ruim
Hoje não vai trabalhá
Ê malembe malembeiro
No cruzeiro de Xangô
Tem ponteiro na fumaça
Tem conselho de vovô
Moenda velha parava
Quando o ponto começava
Até pinga esquecida
Dentro da garrafa arfava
Na porteira do engenho
Tinha rosa e tinha sal
Seu Ventania rondava
Desmanchando todo mal
Ê malembe malembeiro
Ê malembe malembeá
Quem carrega olho ruim
Hoje não vai trabalhá
Ê malembe malembeiro
No cruzeiro de Xangô
Tem navalha na fumaça
Tem conselho de vovô
Lá no fundo da pedreira
Tem candura e tem quizumba
Moço rico perde fala
Quando escuta curimbamba
Seu Tranca bebe marafo
Em luminosa aparição
Pois quem anda com Aruanda
Nunca cai na escuridão
Na beira do cemitério
Uma risada apavorou
Nem cachorro teve coragem
De latir pra quem chegou
Era capa sem forro preto
Era anel relampeando
Seu Exu riscando brasa
No terreiro levantando
Ê malembe malembeiro
Ê malembe malembeá
Quem carrega olho ruim
Hoje não vai trabalhá
Ê malembe malembeiro
No cruzeiro de Xangô
Tem punhal na fumaça
Tem conselho de vovô
Moenda velha parava
Quando o ponto começava
Até pinga esquecida
Dentro da garrafa arfava
Na porteira do engenho
Tinha rosa e tinha sal
Seu Ventania rondava
Desmanchando todo mal
Ê malembe malembeiro
Ê malembe malembeá
Quem carrega olho ruim
Hoje não vai trabalhá
Ê malembe malembeiro
No cruzeiro de Xangô
Tem flecha na fumaça
Tem conselho de vovô
Lá no fundo da pedreira
Tem candura e tem quizumba
Moço rico perde fala
Quando escuta curimbamba
Seu Tranca bebe marafo
Em luminosa aparição
Pois quem anda com Aruanda
Nunca cai na escuridão