Das profundezas de uma era esquecida
Abaddon contempla a humanidade
Conhece a origem de toda ferida
E a decadência de cada vaidade
Guardião dos domínios da dissolução
Mestre dos limites da matéria
Desfaz os impérios da presunção
E reduz seus decretos à miséria
Nenhuma coroa resiste ao destino
Nenhum tirano governa a eternidade
Abaddon promove o declínio
Dos que confundem poder com divindade
Abaddon! Abaddon! Rei das profundezas da destruição!
Abaddon! Abaddon! Que pereça o império da ilusão!
Que tombem os tronos da falsidade
Perante a fulminante eternidade!
Nas fortalezas da antiga arrogância
Os soberanos celebram a conquista
Mas toda grandeza conhece a distância
Que separa o monarca da decadência prevista
A morte contempla a matéria vencida
Sem ódio, vingança ou satisfação
Aquilo que nasce conhece a partida
E nada escapa à transformação
Abaddon não entrega a imortalidade
Aos que suplicam conservar o poder
Pois toda estrutura conhece a idade
E tudo que surge haverá de ceder
Abaddon! Abaddon! Rei das profundezas da destruição!
Abaddon! Abaddon! Que pereça o império da ilusão!
Que tombem os tronos da falsidade
Perante a fulminante eternidade!
Quando desabarem as falsas certezas
E a consciência abandonar a prisão
Não restarão títulos nem riquezas
Apenas a verdade da transformação
Abaddon! Abaddon! Rei das profundezas da destruição!
Abaddon! Abaddon! Que pereça o império da ilusão!
Que tombem os tronos da falsidade
Perante a fulminante, eternidade!