Rosa Caveira

Alexandria de Sirius

Rosa Caveira é flor soturna
Nasce linda entre a brancura
Dos ossos do que é passado
Leva o que precisa ser enterrado

Se a perda você não deixa passar
Ela vem com suas mãos ajudar
Sua voz é profunda e verdadeira
Olhar brilhando no fundo da caveira

Rosa Caveira é amor verdadeiro
Seduz até o pobre coveiro
Que dama gentil e corajosa
Flor da noite, linda e amorosa

Se algo está agarrado no coração
Tristeza, raiva ou obsessão
Afeição já podre e venenosa
Ela resgata com energia poderosa

A mentira precisa morrer
Para o amor enfim florescer
Corta o grilhão que confunde
A miragem doentia que ilude

Rosa Caveira é amor verdadeiro
Seduz até o pobre coveiro
Que dama gentil e corajosa
Flor da noite, linda e amorosa

Ela é o espelho da lição
Não aceita submissão
Autoengano é revelado
O saber interno elevado

Não espere da Rosa Caveira
Amor servido em liteira
Ela arranca o véu mortuário
E faz cessar o papel do otário

Rosa Caveira é amor verdadeiro
Seduz até o pobre coveiro
Que dama gentil e corajosa
Flor da noite, linda e amorosa

Ela não é agrado nem doçura
É como a morte: Branca e pura
Revela a ferida escondida
E a ilusão sempre repetida

Amadurecimento ela oferece
O tolo foge, o covarde estremece
O corajoso escuta com atenção
E sai renovado com sua bênção

Rosa Caveira é amor verdadeiro
Seduz até o pobre coveiro
Que dama gentil e corajosa
Flor da noite, linda e amorosa

Rosa Caveira é amor verdadeiro
Seduz até o pobre coveiro
Que dama gentil e corajosa
Flor da noite, linda e amorosa


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