Quando Dona Poeira aparece
É porque alguém padece
De estar preso na ilusão
E com a mente em confusão
Quando perdido no passado
Dói como peito repassado
Algo precisa ser resolvido
O nó da cabeça, dissolvido
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura
Dona Poeira é lucidez total
Vê o que não dá sinal
Enxerga linhas e embaraços
E antigos carrascos internos
Repetição é cegueira mental
Poeira que pede vendaval
Pra limpar o que é passado
E seguir em frente, iluminado
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura
Poeira vê tudo com clareza
É memória que age com certeza
A poeira guarda o que passou
Mas é preciso limpar o que restou
Poeira não é delicada ao falar
Dos erros que tentas ignorar
Fala com dureza pra romper
O ciclo que te faz sofrer
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura
Quando se assume responsabilidade
Velhos hábitos vêm à verdade
Não é porque dói que veio de fora
Mudar o passado age no agora
Poeira mostra o acúmulo antigo
Como terra cobrindo o abrigo
O conforto da repetição
É cova rasa, é prisão
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura
Poeira vai te mostrar
Que é preciso agir e mudar
Com a própria mão construir
O real ser que quer emergir
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura
Dona Poeira é ser iluminado
Séria e realista, com resultado
Silenciosa como a noite escura
Abre teu peito e sopra a cura