Era uma noite chuvosa a entoar
Minha mente vagava sem achar
Escritor sem inspiração é dor
Lancei ao vazio um clamor
Busquei inspiração ou caminho
Apenas um pássaro sem ninho
Nada tinha sabor ou forma
Nada de rima ou trova
Então um nome surgiu
Uma estrela no céu se abriu
Polímnia, musa ancestral
Inspiração viva e angelical
Caneta deitada sobre a mesa
Olhar nublado pela tristeza
Buscava uma palavra qualquer
Uma letra não vinha sequer
Presença que ordena e vibra
Toda mente ela equilibra
Faz sumir torpor e incerteza
Palavras surgem com beleza
Então um nome surgiu
Uma estrela no céu se abriu
Polímnia, musa ancestral
Inspiração viva e angelical
É centelha que inflama
Fogo interno que ama
Faz nascer em cada escritor
Poemas e hinos de louvor
Musa que é movimento
Seja na alegria ou sofrimento
Faz a caneta e a pena dançar
E o coração se entregar a cantar
Então um nome surgiu
Uma estrela no céu se abriu
Polímnia, musa ancestral
Inspiração viva e angelical
Nascem livros e canções divinas
Notas encontram suas sinas
Criadas para tocar a alma
E o turbilhão interno acalma
Ela vem para expressar
O que o interior quer gritar
O chamado das estrelas
O girar das flores belas
Então um nome surgiu
Uma estrela no céu se abriu
Polímnia, musa ancestral
Inspiração viva e angelical
Então um nome surgiu
Uma estrela no céu se abriu
Polímnia, musa ancestral
Inspiração viva e angelical