Da montanha desce o silêncio antigo
Que guarda o saber ancestral
Vem nas asas de um sopro amigo
Curar o veneno mortal
O veneno da alma esquecida
Que já foi luz entre as estrelas
Ao ouvir o tambor da vida
Do espÃrito caem as sequelas
Pedra Lisa, Caboclo da mata
Pedra Lisa, sábio de luz
Não há mal que não combata
Nem perdido que não conduz
Pedra Lisa, Caboclo da mata
Pedra Lisa, sábio de luz
Não há mal que não combata
Nem perdido que não conduz
O tempo é o rio onde rolou
Aresta dura do velho ego
E então Pedra Lisa bradou
Aqui diante de mim há sossego
Soprou ventos de cura e limpeza
Carregados de força e calor
Bateu no chão com firmeza
E varreu corpo e mente da dor
Palavras firmes como a rocha ele diz
Mas lapidadas na luz do alto
Corta o mal na raiz
Do orgulho escondido no mato
Se em ti há dores e cansaços da vida
Dele vem alÃvio, puro e sagrado
Como o rio da montanha descida
Duro e cristalino, sempre abençoado
Pedra Lisa, Caboclo da mata
Pedra Lisa, sábio de luz
Não há mal que não combata
Nem perdido que não conduz
Pedra Lisa, Caboclo da mata
Pedra Lisa, sábio de luz
Não há mal que não combata
Nem perdido que não conduz