Lilith é a dama primordial
Não há bem nem mal
É liberdade e anarquismo
O ser livre em simbolismo
É vento que sopra no deserto
É sonho que te tira do concreto
É o poder da magia libertadora
É a verdade interior tentadora
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento
Nascida da terra inteira e completa
Pensadora livre, de ideias repleta
Não aceita submissão nem grilhão
É a que se exila por própria opção
Ela é sedução e erotismo místico
Ligação com o poder interior épico
Força que rompe estruturas duras
Vento que abre fendas e rachaduras
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento
O desejo, a verdade crua, a liberdade
O olhar de ouro da sensualidade
O estagnado é lançado ao chão
No redemoinho da transformação
Endemoniada e temida por tolos
Abraçada como união dos polos
Fera não domesticada, caçadora
Que vaga com energia libertadora
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento
Toda sombra que se reprime
Sustenta um cruel regime
Abrir a mente ao anarquismo
É romper o ciclo do masoquismo
Julgamentos e ideias de pudor
Reprimem o desejo e o calor
De encontrar a iluminação real
Onde o mal ensinado cai por igual
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento
Dama da magia e da liberdade
És o ser antes da castidade
Força antiga, chama em movimento
Verdade viva em todo pensamento
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento
Oh Lilith, Lilith, dama do vento
És a força que rompe o convento