Sentado em seu trono de madeira
No meio do inferno há uma clareira
Eik está lá para quem o encontrar
Com a sabedoria do carvalho a meditar
É luz em meio à escuridão podre
Calmaria em meio ao fogo e enxofre
Não está ali por condenação
Mas pela liberdade de sua opção
É orvalho, é carvalho, é orvalho
Oásis de folha, raiz e galho
Antigo como a rocha esculpida
Eik, amigo de toda alma perdida
É a força da natureza que esclarece
É a luz do sol quando amanhece
Há perdidos em todo lugar
No inferno, sem saber onde vagar
Toca a alma e toca o coração
Faz despertar uma antiga canção
Rompe o silêncio que existe por dentro
Mostra ao perdido o seu próprio centro
É orvalho, é carvalho, é orvalho
Oásis de folha, raiz e galho
Antigo como a rocha esculpida
Eik, amigo de toda alma perdida
Não há corrente que possa prendê-lo
Nem há inimigo para combatê-lo
Árvore que observa além da margem
Repouso para a alma selvagem
É a gentileza nobre que impera
Raiz de uma alma antiga e sincera
Cuida da semente ainda pulsante
Esperando torná-la floresta verdejante
É orvalho, é carvalho, é orvalho
Oásis de folha, raiz e galho
Antigo como a rocha esculpida
Eik, amigo de toda alma perdida
Ponte silenciosa entre os mundos
Lembrança nos poços mais profundos
Do ar puro e do rio que canta
Do sol e da flor que a vida encanta
É orvalho, é carvalho, é orvalho
Oásis de folha, raiz e galho
Antigo como a rocha esculpida
Eik, amigo de toda alma perdida
É orvalho, é carvalho, é orvalho
Oásis de folha, raiz e galho
Antigo como a rocha esculpida
Eik, amigo de toda alma perdida