No instante em que alguém olha
Tudo que era possível vira só uma coisa
Até alguém olhar, tudo ainda é possível
Até alguém julgar, tudo ainda é potência
Mas basta um olhar de fora pra decidir
O que era mil futuros virar só uma sentença
Não teve aviso, não teve chance de argumento
Foi o olhar que decidiu o que sobrava
Um segundo antes, eu ainda era tudo
Um segundo depois, só restava o que sobrava
Ninguém vê a mão que fecha a porta
Só sente o estrondo quando já é tarde
Quando alguém olha, tudo desaba
Quando alguém mede, só resta uma versão
Não há volta pra possibilidade
Uma vez visto, vira só um não
É abrupto, é sem piedade
É o olhar que mata o que podia ser
Não há tempo de argumentar
Não há chance de mudar o resultado
O colapso não pede licença
Ele simplesmente decide o passado
Quando alguém olha, tudo desaba
Quando alguém mede, só resta uma versão
Não há volta pra possibilidade
Uma vez visto, vira só um não
É abrupto, é sem piedade
É o olhar que mata o que podia ser
Um olhar
Um julgamento
Um só instante
E acabou
Quando alguém olha, tudo desaba
Quando alguém mede, só resta uma versão
Não há volta pra possibilidade
Uma vez visto, vira só um não
É abrupto, é sem piedade
É o olhar que mata o que podia ser
No instante em que alguém olha
Tudo que era possível vira só uma coisa