MEGA MÁQUINA

Abismo Cavado e Medicado

Poucas mãos seguram o mundo inteiro
O capital corrói, o homem é lixo
Inteligência artificial, lâmina fria
Reduzir o trabalho a zero, o lucro infinito
Não há sangue nas contas digitais
Números frios, vidas que se esvaem

Mega máquina! Dominação ancestral!
Desde as pirâmides até o aço digital!
Multidões sincronizadas, abstrações de poder
A humanidade escrava do seu próprio querer!

Ugh!

Descartes errou, a natureza não computa
Algoritmos falham diante do caos vivo
Reduzir o mundo a zeros e uns
É o suicídio da razão, a morte do instinto
Nada na terra segue fórmula exata
O ser humano não é dado, não é escravo da máquina!

Mega máquina! Dominação ancestral!
Desde as pirâmides até o aço digital!
Multidões sincronizadas, abstrações de poder
A humanidade escrava do seu próprio querer!

Nós somos a única espécie que conspira contra si!
Criamos abstrações que nos sufocam!
Dinheiro digital! Lucro abstrato!
Uma tempestade solar e tudo desaba!
Nada resta! Nada sobra! Desamparo total!
O colapso vem! O colapso vem!

A autodestruição é nossa invenção
Abstrações vazias, falsas proteções
Sem rede, sem terra, sem comida, sem ar
O sistema cai e o homem não sabe respirar
Voltamos ao nada, presos na armadilha
Que nós mesmos forjamos na ganância estéril

Mega máquina tudo que construímos
Abstrações mortais tudo que perdemos
A máquina do abismo nos engoliu
E nós a alimentamos

Uh!

A máquina
Nunca
Dorme


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