Estática, interferência
O sinal já não chega limpo
Vozes de fora entrando no meu sinal
Cada pensamento chegando distorcido
Não sei mais separar o que é meu
Do que é ruído que o mundo plantou no meu ouvido
Alguém sempre sussurrando o que pensar
Alguém sempre plantando dúvida onde havia certeza
Ninguém se perde sozinho nesse jogo
Tem sempre mão estranha mexendo na peça
Quanto ruído cabe numa mente
Antes que a mensagem se perca de vez
Ruído, ruído, tomando conta
Ruído, ruído, abafando a voz
Já não sei se o que penso é meu
Ou se é tudo que plantaram em nós
A coerência se perdeu no caminho
E ninguém quer assumir sozinho
Cada notícia chegando mais forte
Cada silêncio interno cada vez mais raro
Eu sinto o sinal enfraquecendo
E finjo que ainda enxergo claro
Ruído, ruído, tomando conta
Ruído, ruído, abafando a voz
Já não sei se o que penso é meu
Ou se é tudo que plantaram em nós
A coerência se perdeu no caminho
E ninguém quer assumir sozinho
Estática, estática
Não sobra nada limpo
Estática, estática
O sinal se perde no caminho
Ruído, ruído, tomando conta
Ruído, ruído, abafando a voz
Já não sei se o que penso é meu
Ou se é tudo que plantaram em nós
A coerência se perdeu no caminho
E ninguém quer assumir sozinho
Estática, interferência
O sinal já não chega limpo