Não importa a distância
Quando duas partes formam um só
Existe uma parte de mim que eu não escuto
Que sente antes de eu entender o que sinto
Não é intuição, é o elo mais antigo
Entre o que penso e o que carrego indistinto
Duas naturezas que um dia se tocaram
Carregam a marca uma da outra pra sempre
Consciente e sombra, corpo e memória
Nenhuma distância separa o que se pertence
Eu sou eu e o que nego, mas nunca dois
Somos um em corpos que insistem em se dividir
Dois estados, um só destino
Nenhuma distância separa o que já foi um
Eu sou aquilo que eu tento esquecer
Sou a falta e sou o que preencheu
Não escolhi esse elo, ele me escolheu
E nem o silêncio desfaz o que nasceu
Dizem que o tempo separa tudo
Mas o vínculo não obedece o relógio
Mesmo quando eu finjo estar inteiro
Ainda sinto o peso do que trago vazio
Dois estados, um só destino
Nenhuma distância separa o que já foi um
Eu sou aquilo que eu tento esquecer
Sou a falta e sou o que preencheu
Não escolhi esse elo, ele me escolheu
E nem o silêncio desfaz o que nasceu
Talvez a ciência explique
O que o corpo já sabia calado
Uma vez ligados, sempre ligados
As duas metades de um mesmo estado
Dois estados, um só destino
Nenhuma distância separa o que já foi um
Eu sou aquilo que eu tento esquecer
Sou a falta e sou o que preencheu
Não escolhi esse elo, ele me escolheu
E nem o silêncio desfaz o que nasceu
Não importa a distância
Quando duas partes formam um só