Ainda aqui! Ainda aqui!
Riscaram do mapa, mas o corpo resiste
Contaram os corpos, mas não contaram a força
Cada batida, cada bala, cada porta arrombada
Não apagou o que essa terra carrega
Funk que ecoa, tambor que atravessa o medo
Comunidade de pé, mesmo sob todo esse peso
Ainda aqui! Depois de tudo, ainda aqui!
Ainda aqui! Vocês não decidem quando eu sumo
Fora do mapa vocês tentaram me deixar
Mas essa favela aprendeu como se levantar
Não é romantizar a dor que a gente vive
É reconhecer a força de quem resiste
Cada mãe, cada beco, cada laje, cada esquina
Escreve história que a caneta deles nunca assina
Ainda aqui! Ainda de pé!
Ainda aqui! Ninguém apaga o que eu sou!
Fora do mapa eles disseram um dia
Hoje esse nome ecoa, hoje essa voz gritaria
Ainda aqui! Depois de tudo, ainda aqui!
Ainda aqui! Vocês não decidem quando eu sumo
Fora do mapa vocês tentaram me deixar
Mas essa favela aprendeu como se levantar
Ainda aqui, ainda aqui, ainda aqui