Onde só tem ganância não tem poesia!
Solta o som aí!
Esse aqui não é pra playboy confortável não
É pra quem sente o peso do sinal fechado
Grave no chão!
É o Bonde do Caju
Deixa o amor entrar
Vem se elevar!
Prédio alto
Vidro espelhado
Ninguém olha pro lado
Tem gente dormindo na rua
E com comida faltando no prato
Enquanto o champanhe tá sendo estourado lá no topo
Tem gente que lucra com o medo
E chama isso de estratégia de venda
Enquanto uns acumulam
Outros vivem na pressão pra conquistar o mínimo
Falam de mérito
E falam de esforço
Sentados em herança antiga
Quem já nasce correndo atrás
Da própria sobrevivência
Não larga na mesma largada da pista da vida não
Falam que pobre é preguiçoso
Mas nunca pegaram um ônibus lotado
Nunca viraram a noite
Pra pagar a própria condução
Falam que é só trabalhar
Mas quem já começa devendo
Tem que correr atrás primeiro pra zerar
Poesia não nasce onde só tem ganância não
Se o topo só pensa em cifrão
Se a grana vale mais que a gente
Se o money fala mais alto
Cala a voz da população
E sem justiça e empatia de verdade
Não nasce poesia não
Não, não!
Não nasce poesia não!
Tem influencer vendendo luxo
Pra quem mal paga a própria moradia
Tem burguês sorrindo
Enquanto a fome tá fazendo ir pro céu
É consciência
É visão
Porque quem trabalha duro
Também merece respeito!
O problema é quem explora
E dorme satisfeito
Se pisa nos outros
É brilho falso
Se o lucro manda na vida
E cala a multidão
O baile vira grito
De transformação
Poesia não nasce onde só tem ganância não
Se o topo só pensa em cifrão
Se a grana vale mais que a gente
Se o money fala mais alto
Cala a voz da população
E sem justiça e empatia de verdade
Não nasce poesia não
Não, não!
Não nasce poesia não!
Esse é o Bonde do Caju!
Deixa o amor entrar
Vem se elevar
Toma pra você a tua força!
E vai!