Hoje eu bebi três caipirinhas lá no céu
Espirituais, tá?
Sem álcool
Uma foi de coragem
Outra foi de desapego
E a terceira
Nem sei o que me deu
Quando vi
Eu tava dançando com o meu próprio eu!
E gritando verdades que ninguém nunca escreveu
Que verdades?
Vou falar
Se a vida é um palco torto
Eu danço e improviso nele mesmo assim
Troquei culpa por estrela
Medo por clarim
Quem quiser me chamar de louco, chama!
Mais loucura ainda é viver sem chama no peito
Amor procê, chama!
Vem pro lambadão da iluminação
Dança pra fora dessa escuridão
Que o amor divino não é prisão
Nem sermão
É impulso bom no coração
Vem
Solta o controle com consciência
Que liberdade também é ciência
Beija o agora
Larga a mão do não
No lambadão da iluminação
Passei a vida tentando caber
Num mundo raso demais
Hoje eu sorrio até se eu erro
Porque assim aprendo
E que ousadia!
Busca por perfeição é tão sem poesia
Iluminado não é quem só brilha
É quem atravessa a própria rua
Olha na cara da dor e diz
Hoje você não dança mais por mim
Eu te olho, mas você não me domina mais
E é quem pratica a espiritualidade com ação divina
Vem pro lambadão da iluminação
Dança pra fora dessa escuridão
Que o amor divino não é prisão
Nem sermão
É impulso bom no coração!
Vem pro lambadão da iluminação
É auto consagração
Corpo é templo em rotação
E a alma virou verão
Se for pecado ser inteiro
Que me perdoe o mundo covarde
Eu vim viver
No lambadão da iluminação
Vem pro lambadão da iluminação
Dança pra fora dessa escuridão
Que o amor não é prisão
Nem sermão
É impulso bom no coração