Olho para as ruas e vejo a multidão
Gente que não se ama, vivendo na ilusão
Sacrificam o que é sagrado, cuidam do que é vão
Prendem-se ao que a terra come, soltam a salvação
Falam de amor com a boca, mas o peito está vazio
Apontam o dedo a quem ama, com o coração frio
Julgam que o mundo inteiro pensa igual ao seu rancor
Mas a estrada da vida não perdoa o desamor
Mas quando a poeira baixa e a realidade vem guiar
Tentam galopar de volta ao tempo que deixaram passar
Mas o tempo é um rio bruto, não dá chance de consertar
Aquele grande erro que o destino viu sangrar
O mundo mostra a verdade na janela do vagão
Mas fecham os olhos firmes, presos na própria ilusão
E assim segue a jornada de quem diz saber amar
Mas nunca sentiu o peito com esse fogo queimar
E quando sentiram o calor
Foi tarde demais para notar
No segundo em que tudo partiu
E a dor veio para ficar
Quando a poeira baixa e a realidade vem guiar
Tentam galopar de volta ao tempo que deixaram passar
Mas o tempo é um rio bruto, não dá chance de consertar
Aquele grande erro que o destino viu sangrar
E assim segue a vida, da nossa raça humana
Que corre atrás do ouro, mas a própria alma engana
Caminhando nesta estrada, sem rumo e sem cor
Sem saber, nos dias de hoje, o que realmente tem valor