Do meu quarto sem janela
De um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
Respira aqui junto ao calor imundo
Aos cenários do meu mundo
Uma sombra de mulher
Tão sensual seu corpo
Me deixa louco e não me faz querer viver
Esses dias de merda
Me fodem a cabeça
Embriaga meus sentidos com essa voz em meu ouvido
Mergulhado nesses papéis
De cenas de cinema
Me perdi no personagem e aterrorizei minhas bobagens
Só agora percebi
O quanto alucinado eu sou
Mas esse mar de gente
Também põe seus pés imundos
Nessa escada de abstrações
Nessas mentiras que viraram afirmações
Mas e a bala jaquetada no tambor do revólver?
Enquanto escrevo esses versos
Será que ela é real?
Talvez seja um despertar
Talvez seja um me matar
As sirenes com certeza vão se atrasar
Mas domingo é um ótimo dia para se matar