Nas águas antigas do tempo
Ouço teu canto chegar
Antes da vida ser caminho
Teu barro começou a moldar
Senhora dos ciclos profundos
Da chuva que ensina a cair
Guardas memórias da terra
Que o coração precisa ouvir
E quando a alma se cansa da estrada teu colo me faz repousar
Nanã, avó das águas sagradas
Ensina meu ser a confiar
Nanã, mãe do barro e do renascer
Nanã, fonte antiga do meu viver
Nas tuas águas eu vou me curar
No teu silêncio eu volto a escutar
A voz do amor que habita em mim Nanã, cuida de mim
Cada lágrima encontra abrigo
Quando teu manto vem me tocar transforma dor em sabedoria
Como o rio encontra o mar
Nas profundezas do espírito
Onde o tempo aprende a esperar
Tua presença é como a chuva
Que faz a esperança brotar
Se a noite chegar sobre os meus passos
Se eu me perder da direção
Que teu ibiri de luz me encontre
E faça morada em meu coração
Nanã, mãe do barro e do renascer Nanã, fonte antiga do meu viver
Nas tuas águas eu vou me curar
No teu silêncio eu volto a escutar
A voz do amor que habita em mim
Saluba, Nanã
Saluba, Nanã
Avó sagrada, vem me abençoar