Você deixa o café esfriando no bule
E cantarola um modão que não lembra o nome
Eu olho você consertar a cerca do pasto
Cuidando de tudo com o seu jeito manso
O vento da tarde balança a cortina
A poeira baixando na nossa rotina
Você, com esse jeito de quem não quer nada
Me faz esquecer o cansaço da estrada
Amor é sua mão na minha no quebra-mola
O seu canivete guardado na sola
Sua jaqueta jeans se o frio aperta
É ter a certeza de uma alma aberta
E saber que nesse interior sem fim
Eu nunca mais vou andar só por mim
Pegamos a estrada lá pro ribeirão
O rádio chiando na rádio do peão
Sua risada solta sumindo na poeira
Janela aberta descendo a ladeira
Cada curva desse chão de terra batida
Parece o lugar que escolhi pra vida
Onde o tempo passa devagar demais
E a pressa do mundo não entra mais
Amor é sua mão na minha no quebra-mola
O seu canivete guardado na sola
Sua jaqueta jeans se o frio aperta
É ter a certeza de uma alma aberta
E saber que nesse interior sem fim
Eu nunca mais vou andar só por mim
E quando o cabelo pintar de geada
E a nossa casinha ficar sossegada
Depois do jantar com o fogão à lenha
Eu sei que a vida mantém a promessa
De olhar pro outro lado da mesa e sorrir
Sabendo que eu sempre vou te escolher aqui
Amor é sua mão na minha no quebra-mola
O seu canivete guardado na sola
Sua jaqueta jeans se o frio aperta
É ter a certeza de uma alma aberta
E saber que nesse interior sem fim
Eu nunca mais vou andar só por mim
Nesse interior sem fim
Nunca mais ando só