Olho a janela e recordo teus passos
Parados na chuva, à luz do lampião
Ainda escuto teu nome em meus sonhos
Ecoando baixinho no meu coração
Estendo a minha mão no escuro do quarto
Mas sinto o vazio que você deixou
Só ouço a goteira caindo no telhado
E o silêncio da casa que a vida apagou
Vejo a chuva caindo na luz do poste
Ouço sua voz na lembrança que vem
Chamo teu nome, mesmo tão longe
Na esperança de ouvir você também
Nesse interior, tudo muda com o tempo
Mas minha saudade não muda também
Caminho na noite por essas ruelas
Passando em frente ao nosso lugar
Vejo a igrejinha fechada e tão quieta
E a praça vazia me faz recordar
O frio aperta na velha calçada
A chuva escorrendo no vidro do bar
Por um segundo imagino teus passos
E olho a estrada, querendo te encontrar
Vejo a chuva caindo na luz do poste
Ouço sua voz na lembrança que vem
Chamo teu nome, mesmo tão longe
Na esperança de ouvir você também
Nesse interior, tudo muda com o tempo
Mas minha saudade não muda também
Guardei teu retrato ao lado da janela
Onde a luz da manhã costuma entrar
Às vezes desperto e olho pra ele
Sentindo vontade de te abraçar
Eu sei que o passado não muda de rumo
E que a vida cobra o preço do fim
Mas quando a chuva desaba lá fora
A saudade traz teu rosto pra mim
Vejo a chuva caindo na luz do poste
Ouço sua voz na lembrança que vem
Chamo teu nome, mesmo tão longe
Na esperança de ouvir você também
Nesse interior, tudo muda com o tempo
Mas minha saudade não muda também
Olho a janela e me perco em lembranças
Chamo teu nome no escuro do quarto
A casa está quieta, a chuva não para
E eu sinto a saudade tomando meus passos
Teu retrato em silêncio
A chuva lá fora
E eu aqui, sentindo
Tua falta mais uma vez