Iá, iá, iá, iá, iá
O tambor de espero que dorme em mim
Recuo das réis, pulsar sem fim
Sob a Lua o tempo respira
A terra vibra e conspira
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da existência
Recrio o que o tempo contém
As máscaras dançam na névoa
O rosto do homem, uma amálgama
O corpo vibra em vibração tribal
Mistura o real e o consciencial
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da existência
Recrio o que o tempo contém
Da cinza nasce o ouro oculto
A dor se dissolve em absoluto
No transe da carne a consciência coa
E a sombra também traz crescimento
O rei do tempo toca a coroa
A vida gira, o mundo ecoa
Entre tambores e chamas do ser
A consciência escolhe renascer
Entre mundos um só canto
Entre vozes um mesmo pranto
A humanidade se reconhece
E o universo agradece
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da existência
Recrio o que o tempo contém
Sou tambor da eternidade
Voz antiga do ser e do além
No compasso da existência
Recrio o que o tempo contém
O tambor silencia
Mas o espírito segue a bater