A mana ensinava
Não procure respostas fora
Pergunte direto a quem observa
Pensamento surge e desaparece
Sensação vem e também vai
Mas algo em você percebe
Tudo que nasce se desfaz
Se o medo aparece observe
Se a dor chega observe também
Quem vê não é emoção
Então quem é você
Afinal
Afinal
Você diz meu corpo minha mente
Então quem é o dono disso aí
Se existe alguém que possui
Não pode ser aquilo que surgir
A mente corre atrás de nome
Cria história pra se apoiar
A mana foi direto ao ponto
Antes do pensar
Quem está
Quem sou eu
Antes da palavra surgir
Quem sou eu
Quando a mente para de mentir
Quando a pergunta é verdadeira
O silêncio começa a responder
Não é conceito nem crença
É presença aprendendo a ser
Não lute contra o pensamento
Não tente controlar o sentir
A atenção honesta dissolve
O que você tenta reprimir
Toda fuga fortalece o eco
Toda observação enfraquece
Quando você para de reagir
A verdade aparece
Não é esforço nem disciplina rígida
Nem promessa de iluminação
É permanecer na fonte
Antes da identificação
Quando o eu imaginado cai
Não sobra vazio morto
Sobra presença viva plena
Sem rótulo e sem esforço
Quem sou eu
Antes da memória falar
Quem sou eu
Sem precisar me explicar
Quando o buscador se dissolve
O que sempre esteve fica
Ramana apontou o óbvio
O real não se fabrica
Quem observa o pensamento
Agora
Sem responder
Sem explicar
O silêncio não é ausência
É lucidez sem distração
A paz não vem do futuro
Ela já mora na tensão
Quando você descansa no ser
O medo perde o chão
Nada precisa ser alcançado
Apenas reconhecido então
Quem sou eu
Quando nada precisa mudar
Quem sou eu
Quando não tento controlar
Ramana mostrou o caminho
Não busque fora o que é você
Quando a pergunta é sustentada
A resposta é simplesmente ser
Permaneça
Permaneça
Permaneça
Permaneça
Permaneça