Cresce na morte, dizia
Enquanto existirem observadores separados
Não existe liberdade
Você olha o medo e diz
Meu medo, mas quem é esse eu que observa?
É memória, é passado, acúmulo
Tentando controlar o que se apresenta
Quando você divide em dois
O conflito nasce na mente
Observador e observado
São o mesmo movimento presente
A mente quer método, caminho, guia
Alguém pra seguir e confiar
Mas toda autoridade externa
Vira prisão ao pensar
Quando você aceita alguém como mestre
E abandona a própria atenção
Liberdade começa
Quando cai a dependência por direção
Observe sem nomear
Sem fugir, sem tentar mudar
Quando não existe escolha
O real começa a se mostrar
O observador é o observado
Não existe divisão
Quando a mente vê isso direto
Cessa o conflito em ação
Pensamento é tempo acumulado
Reação vestida de razão
Ele cria imagens do eu
E vive defendendo essa construção
Enquanto a mente busca segurança
Repete o passado em loop
E a liberdade não está no amanhã
Ela nasce no ver absoluto
Não é disciplina, nem controle
Nem esforço pra virar alguém melhor
É percepção sem escolha
Sem ideal, sem medo maior
Quando a mente vê a verdade
Não precisa de prática ou fé
A clareza age sozinha
E o falso simplesmente cai em pé
Observe sem nomear
Sem fugir, sem tentar mudar
Quando não existe escolha
O real começa a se mostrar
O observador é o observado
Não existe divisão
Quando a mente vê isso direto
Cessa o conflito em ação
Pensar sobre liberdade
Não é ser livre
Ver o fato
É o fim da prisão
A mente fica silenciosa
Nesse silêncio sem dono
A inteligência é natural e poderosa
Observe sem escolher, sem projetar, sem fugir
Quando não existe o eu separado
A mente aprende a existir
Krishnamurti apontou o essencial
A verdade não tem caminho
Ela surge quando você olha
Sem ninguém no meio do olhar
Liberdade é ver o que é