Frevo Mulher / Cometa Mambembe

Os Faranis

Quantos aqui ouvem, os olhos eram de fé
Quantos elementos amam aquela mulher
Quantos homens eram inverno, outros, verão
Outonos caindo secos no solo da minha mão

Gemeram entre cabeças, a ponta do esporão
A folha do não-me-toque, o medo da solidão
Veneno meu companheiro, desata no cantador
E desemboca no primeiro açude do meu amor

É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia procurando por um

É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia procurando por um, iê-iê-iê-iê, vai!
Quantos aqui ouvem, os olhos eram de fé, de fé!
Quantos elementos amam aquela mulher, ié-ié-ié-ié
Quantos homens eram inverno, outros, verão

Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira-mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa Lua no mato pra cheirar

No cometa do forrobodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibar, tuaregues e batucas
Andaluzas de Gandhi coração

Tenha fé no azul que tá no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, uoh

Tenha fé no azul que tá no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, uoh

Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira-mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa Lua no mato pra cheirar

No cometa do forrobodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibar, tuaregues e batucas


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