Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho
Vermelho
Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho
O mesmo
Cada vez está mais cinza o nosso mundo
E as pessoas mais egocêntricas
Quanto custa, qual será o lucro?
É a lei da sobrevivência
Deus perdoe nossos indignos frutos
Por colocar a sua obra em decadência
Há séculos nossa pátria sofre abusos
O estupro é coletivo e sem clemência
Mas tudo bem, fevereiro é carnaval
Não só um mês, mas o ano todo o povo samba
Dizem que nosso ginga é genial
Pois no enredo da corrupção integridade é para os bambas
Subtração só fere quem é igual
Necessidade traz marcas, também lembranças
Alerta porque o problema é mundial
Humanidade cegada pela ganância
Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho
Vermelho
Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho
O mesmo
A guerra civil na Síria é brutal e devastadora
Em sua realidade não existem heróis da marvel
Há apenas morte, tristeza, misseis e bombas
E o mundo assistindo em uma poltrona confortável
Cada nação se fecha em sua babilônia
A semente do caos parece ser inesgotável
Segue o ditado quem bate também apanha
Violência vai e vem similar à um litro retornável
De nada vale mudar o topo sem mudar a base
Faça valer cada convicção, cada manhã
A luta é vã quando em nós não existe igualdade
Caso contrário, bom dia vietinã
Muitos só querem um pedaço de chão sem vaidade
Tomar um suco de abacaxi com hortelã
Infelizmente minam a possibilidade
Porque o custo não condiz com a renda do clã
Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho
Vermelho
Logo o estopim queimará por inteiro
Não restará status, bens ou dinheiro
Antigos conflitos, mesmo tom de vermelho, vermelho
O mesmo
Pra que prêmio nobel da paz se existe poder bélico
Pra que clamam por paz se ela não é desejada
Fazer o bem ao próximo não é motivo de mérito
Pois, era a nossa essência antes de ser deturpada
Hoje criam a doença e depois nos vendem o remédio
A indústria lucra e faz de nós todos cobaias
Contudo é quase impossível não ser cético
Ainda bem que a fé não nos deixa morrer na praia