Ando com facas na mão e o queijo na outra
Vivo na mesma intenção de comprar um
Agon
Mantendo meu pé no chão e a fé que acompanha
Quem tem amor é o que faz, sozinho não anda
Minhas irmãs morrem
De noveira a nove
Minha mãe tem bigode
Baixa o que ela gosta
Vou tirar minha carta
Comprar meu Santana
Ano nove e meia
Ando afogadona
Tudo que eu planejei
Tomou um rumo diferente do que eu esperava
Viu meu sonho tomar formato
Quando entende que a minha vida encaixava
Mas eu não tô reclamando de nada
Só agradeço por ter me encontrado
Notas de papel riscadas no colo
Desenhando a cara do que me esperava
Hum, evolução desenrolo, corre na sua condição
Hoje não tem espaço pra quem vai dizer que não
Hoje não, hoje não, hoje não
Hum, evolução desenrolo, corre na sua condição
Hoje não tem espaço pra quem vai dizer que não
Hoje não, hoje não, hoje não
Criação anda na lama
Nos passos bonitos de dança
Gravar meu nome na aliança
Botar tudo numa balança
São falsos dizerem o que amam
Deixar pesadelos em coma
Tá despreocupada com grana
E vê como as coisas funcionam
Fazer com que tudo me alcance
Vivendo de olho no lance
Nos corpos, esperando que eu cante
Às vezes me sinto distante
Nada a ser do jeito de antes
E que nada disso me canse
Seria como morrer hoje
Minha fome sempre foi grande, grande
Tudo que eu planejei
Tomou um rumo diferente do que eu esperava
E o meu sonho toma formato
Quando entende que a minha vida é encaixada
Mas eu não tô reclamando de nada
Só agradeço por ter me encontrado
Notas de papel riscadas no colo
Desenhando a cara do que me esperava
Hum, evolução, desenrolo, corre na sua condição
Hoje não tem espaço pra quem vai dizer que não
Hoje não, hoje não, hoje não
Hum, evolução, desenrolo, corre na sua condição
Hoje não tem espaço pra quem vai dizer que não
Hoje não, hoje não, hoje não
Hum, evolução, desenrolo, corre na sua condição