Meus olhos vermelhos, aguados e fundos, cansados de devastação
Buscaram na fileira do tempo a luz que se abriga na imensidão
Meus olhos se olharam no espelho, pediram conselho como a um irmão
Buscaram na tranquilidade a felicidade de um sonho bom
Meus olhos secaram a fonte da lágrima errante
Chorei não
Mostraram toda a beleza que há no bater de um coração
Meus olhos se caminham na mata, rasgados a faca, abertos a mão
Quiseram ceder ao desejo e mostrar a mim mesmo
Quem eu sou
Vagabundo
Vagando nos vagões do mundo
Trilhos, troles estações
Brumas acordes violões
Vagabundo