Vias de débito amassadas
Quase rasgadas
Manchadas por álcool
Argolas no chão da balada
Imagine a quantidade de tarrachas
Perdidas encontradas
Voltamos à estaca zero
Papo concreto
Martelo e prego
Uma obra no inferno
Tijolos de lego
Amaciando o ego com algo supérfluo (supérfluo)
Mais zeros à direita na minha conta
Nada incomoda
Parece que doprejanax
De repente eu percebi que surfo ondas gigantes
E nunca fui fã de uniformes (nunca)
Mova-se
Senão o funil entope
Mova-se
Invista no ramo de imóveis
Porque as mansões de hoje não são as mesmas de ontem
Essa cama gigante traz uma solidão enorme
Mova-se
Se não o funil entope
Mova-se
Senão o funil entope
Mova-se (mova-se)
Yeah
Esbaratinado ao lado da tindra
Cheio de tônica
Ouvindo de dia, vigia e quina
Me conte como foi seu dia, me liga
Vigilantes na sopa de letra
Eu sou seu aliado, então não rasgue a seda
Eu vim de lá da onde o Sol se esconde
Subo na carruagem pra encontrar o conde
Não estaciona onde me mantém distante
Memórias na carcaça de elefante
Abre alas
Amontoar e guardar as cinzas
Um corpo do todo no bolso da camisa
Até faria mais do que precise
Mas prefiro que o risque meu nome da lista
Talvez eu fique na quebrada e recomece
De novo, e de novo, e de novo
Diga a esse jogo sujo que já deu minha hora
Contra a maré da capital das notas
Mova-se
Se não o funil entope
Risque meu nome
Risque meu nome
Risque meu nome da lista (mova-se)