O Susto – O Susto Nas Ladeiras da Ilha

J. Sollo

Ladeira acima, o mapa na mão
A Rua Afonso Pena não tem direção
Brenda errou, soltou a bomba no ar
Meninas, perdi o norte, não dá pra voltar
Brenda errou, soltou a bomba no ar
Meninas, perdi o norte, não dá pra voltar

O céu fechou, São Luís quer lavar
O erro de guia que a gente vai carregar

É o Balança Mas Não Cai, é o susto que vem
Correndo do velho que não quer ninguém
Sete ruas, cinco amigas, um riso sem fim
O amendoim que a gente escondeu ali no jardim
É o susto, é a vida, é o jeito que a gente tá
Antes das dez, tudo pode virar!

Farofa de carne, o almoço que sumiu
A chuva fria, o desespero que a gente sentiu
Barreirinhas, Dunas, camarão no sol
Mas no centro, o velhinho virou nosso lençol
Vocês são salientes!, gritou lá na esquina
E a gente fugindo, rindo dessa rotina

É o Balança Mas Não Cai, é o susto que vem
Correndo do velho que não quer ninguém
Sete ruas, cinco amigas, um riso sem fim
O amendoim que a gente escondeu ali no jardim
É o susto, é a vida, é o jeito que a gente tá
Antes das dez, tudo pode virar!

Passaram os dias, a poeira baixou
Aquele senhor, será que ele perdoou?
A gente se escondeu
Do susto que o tempo pra gente escreveu

(Corre, gente! Ele tá ali!)


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