Pântano que o luar clareia
O linho alvo que o tempo teceu
Não busca o sangue, a dor alheia
Só o mistério que o coração aprendeu
Jonas não perde, Jonas caminha
Onde a poeira encontra o seu lugar
A praça é mesa, a sombra é vinha
Pro viajante que aprendeu a escutar
Por que buscar no alto o que o peito traz?
O equilíbrio é o pêndulo, a semente que cai
Quem planta o ódio, colhe o que faz
Quem busca o centro nunca se esvai
O mundo é som, a palavra é vento
Se a mente é límpida, o julgamento se esvai
Não há tributo pro sofrimento
Só o repouso que na alma se atrai
Gotas de chuva no rio passageiro
O mestre ensina o que o mundo esqueceu
O caminhar é o destino inteiro
Antes que o sol se entregue ao breu
Por que buscar no alto o que o peito traz?
O equilíbrio é o pêndulo, a semente que cai
Quem planta o ódio, colhe o que faz
Quem busca o centro nunca se esvai
O sorriso leve, a busca finda
O tributo pago, a dor que se desfaz
Entre o que se perde e a vida sai
Enfim, na paz