Dias Comuns

J. Sollo

Dias comuns
Dias que pereço nesse temporal
Tardes que naufrago em teu
Olhar azul
Noites calientes tchau
Pra solidão

E vejo
Passos apressados vão sem direção
Na pressa não se tocam
Não se dão as mãos
Perdido na selva cinza e
Sem nenhum calor
O ouro vermelho do teu
Sangue derramado ao léu

Dias comuns que passam
Velozes sem sentido algum
Carregam o sentimento
Despedaçam os véus
E morre a inocência
Floresce a indecência
Nesses dias
Comuns


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