Dias comuns
Dias que pereço nesse temporal
Tardes que naufrago em teu
Olhar azul
Noites calientes tchau
Pra solidão
E vejo
Passos apressados vão sem direção
Na pressa não se tocam
Não se dão as mãos
Perdido na selva cinza e
Sem nenhum calor
O ouro vermelho do teu
Sangue derramado ao léu
Dias comuns que passam
Velozes sem sentido algum
Carregam o sentimento
Despedaçam os véus
E morre a inocência
Floresce a indecência
Nesses dias
Comuns