Cocada da Sinhá

Izabela Soares

Menino sobe no coqueiro que dá coco
Mas pega coco, seu pitoco, pra daná
E traz o coco, quebra o coco bem catoco
Seca o coco no siroco
Pra cocada da Sinhá
Água-de-coco é massaroco no Tinoco
Mas que sufoco, arranca-toco com o bagual
Chapéu-de-coco tapa o coco, mas é pouco
Pra comer doce-de-coco
Na birosca do cocal

Vai no tranco no tronco do coqueiral
Solovanco no flanco do coqueiral

E sai do choco, caticoco dorminhoco
Dedo cotoco dá pitoco no mingau
E guarda o troco no santinho do pau oco
Engole o soco, anjo barroco
Limpa o coco no avental
Embola a bola na embolada da bamboa
Balacobaco no balanço quem não dá
Embala a bala na balada do baleiro
É balanço balanceiro no babado da Sinhá

Vai no tranco no tronco do coqueiral
Solovanco no flanco do coqueiral

Telecoteco na cabeça do coqueiro
Repenicado mequetrefe parental
Salamaleque no terreiro o ano inteiro
Faz no coco um som faceiro
Resfolega no quintal
Bolacha bola embolatada num bambeio
Balangandã bamboleante que Deus dá
Bailado sola no emboléu do embaladeiro
Sai coqueiro atola a bola na cocada da Sinhá

Vai no tranco no tronco do coqueiral
Solovanco no flanco do coqueiral


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