A Cura do Cego de Nascença

Hélio Moreira

Um cego na rua pedia atenção
Nascido nas trevas, sem ver a claridade
Os discípulos entram em tal questão
Buscando saber quem pecou na verdade
Mas Cristo responde com luz e com fé

Não houve pecado de pai ou de irmão
É para que Deus mostre aqui o que é
E brilhe na terra a divina lição

Fez lodo na terra com sua saliva
Unstou os seus olhos com santo vigor
Mandou a Siloé, com força viva
Lavar-se na água daquele Senhor
Voltou já vendo, a alma contente
O povo assombrado começa a indagar

Não é este o cego que estava ausente
Pedindo esmola sem poder enxergar?
Levado aos fariseus por forte contraste
No dia de sábado o milagre se deu

A ira dos mestres no peito contraste
Pois que a lei rígida alguém rompeu
Perguntam de novo ao homem curado
Que diz ser profeta quem tanto lhe deu

O medo nos pais já se havia instalado
Pois quem cria em Cristo o templo perdeu
De novo chamaram o homem liberto
Dizendo que o mestre era pecador

Ele respondeu com um tom muito certo
Se é pecador, eu não sei, ó Doutor!
Só sei que era cego e hoje eu vejo
E espanta que vós não saibais quem ele é
Pois nunca se viu tal santo lampejo

De alguém que a um cego conceda a fé
Expulso da Templo por sua ousadia
O ex-cego encontrou o bom Salvador
Jesus lhe pergunta com doce valia
Se crê no Messias, o Libertador

Quem é ele, Senhor? , o homem clama
E Cristo responde: Sou eu quem te fala
Ajoelha-se o cego que a graça derrama
Adorando a quem tudo perdoa e inala


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