Assaltram a Gramática II

Gabriel O Pensador

Mais rápido que um avião em chamas
Capaz de preencher grandes orifícios
Sem fazer o menor esforço
Apresentando pela 1ª vez, em estreia internacional
Assaltaram a gramática
Nova fórmula, novo sabor, vitaminado, vai

Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Botaram poesia
Na bagunça do dia a dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Botaram poesia
No meio da boca-língua

Ooh, ooh, só não pode beber com a boca no gargalo
Não perca o show do intervalo

Lá vem o poeta
Com sua coroa de louros, bertalha, pimentão, agrião, boldo
O poeta é a pimenta do planeta

Dentro de instantes
Os melhores lances do 1º tempo
Não perca os piores momentos

Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Botaram poesia
Na bagunça do dia a dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Meteram poesia
Onde devia e onde não devia

Lá vem o poeta
Com sua coroa de louro, bertalha, pimentão, agrião, boldo
O poeta é a pimenta do planeta

Estupraram a gramática
Senhora datilógrafa, anota aí na máquina
O Zagallo vai mudar de tática
E no intervalo eu quero ver a matemática
Dessa pelada
Violentaram o 1º tempo
Sequestraram meus melhores momentos
Expulsaram a lógica, chutaram a fonética
Eu vou de arquibancada ou de cadeira (elétrica)
Ô frangueiro, bate logo o tiro de métrica
Eu entro de carrinho e faço um gol de bicicleta
(Ergométrica), o poeta é a pimenta do planeta
Passa essa bola que eu vou meter de letra
(Na bagunça do dia a dia)
Eu entro em cena
Tô na área, se derrubar é pena, pena, pena
Penalidade máxima

Se me derrubar, se me derrubar
Eu tô na área, o juiz tem que apitar
Se me derrubar, se me derrubar
Eu tô na área, o juiz tem que apitar

Lá vem o poeta, o poeta já vem lá
Lá vem pimenta, a pimenta já vem lá
Pimenta-malagueta pra me alimentar
Pimenta-malagueta pro planeta balançar

Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Meteram poesia
Na bagunça do dia a dia

Se me derrubar, se me derrubar
Eu tô na área, o juiz tem que apitar, juiz

Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Meteram poesia
No meio da boca-língua
Lá vem o poeta
Com sua coroa de louros, bertalha, pimentão, agrião, boldo
O poeta é a pimenta do planeta


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