Cultivamos sem descanso
O pousio não nos convém
Trigo e cevada no teu manso
É sempre na rotatividade meu bem
Entre tu e eu não há talha ou corveia
Este amor não se cultiva não se rega nem semeia
Ele é mesmo incondicional
É assim o romance feudal
Meu servo da gleba gentil
Quero arrendar-te o que é meu
Leva-me ao teu manso servil
Dou-te o meu feudo e em troca dás-me o céu
Quero fazer de ti vassalo
Mas se queres o meu amor tens de conquistá-lo
Não sou uma suserana qualquer
Sou a Femme Feudal e quero ser tua mulher
Tinha vários pretendentes, mas ele era o mais dedicado
Não queria acreditar na forma em como manuseava o seu arado
No processo de lavoura, chamava-me senhora meio envergonhado
Revertemos papéis de género em nome do matriarcado, preferes
Plantio directo ou convencional
Discos rotativos ou tracção animal (tudo!)
Camponês sensual, causas-me precipitação fluvial
Lavra a minha alma das plantas infestantes, constantes, mutantes
Põe pesticida em ansiedades recorrentes
Comi depressão e fiquei com um bocado nos dentes
Ceifa a praga má das azedinhas, uh, light my fire com fósforos e pinhas
O que arde traz purificação, és a betadine do meu coração
A minha twin flame verificada, foi o que eu li no borda d'água
O seu arrendatário é a solução para pôr um fim a essa mágoa
Meu servo da gleba gentil
Quero arrendar-te o que é meu Leva-me ao teu manso servil
Dou-te o meu feudo e em troca dás-me o céu
Quero fazer de ti vassalo
Mas se queres o meu amor tens de conquistá-lo
Não sou uma suserana qualquer
Sou a Femme Feudal e quero ser tua mulher
Eu quero ser tua mulher
Mas não és tampa do tupperware
Bitch don't kill my Pousio
Meu servo da gleba gentil
Quero arrendar-te o que é meu Leva-me ao teu manso servil
Dou-te o meu feudo e em troca dás-me o céu
Quero fazer de ti vassalo
Mas se queres o meu amor tens de conquistá-lo
Não sou uma suserana qualquer
Sou a Femme Feudal e quero ser tua mulher