HOMO SACER (part. Djonga)

FBC

Alguns defendem a comunidade, outros a propriedade
Verdade, esses assim são os policiais do crime
Vezes assim são os que mais se vê na banca, enfim
Cê sabe bem qual o final desse filme, peça na cinta
O mais boladão do Nova Cintra
Contatos do centro milharista, conta mulheres do Insta
Mas não vai viver o carnaval, tem uma no nome dele, operação de Natal
Ser laranja de rico não vale nada
Já que é sua mãe que vai pra Vicas do domingo pra ser humilhada

Quando cê sai não existe vida de boa
A sociedade, a internet, mano, ninguém perdoa
Quem tá dentro e tá pensando em sair
Olha pra quem quer entrar e diz não entre
O mal do adolescente é querer ter sempre razão
Mesmo quando tudo em falta diz pra ele que não
Que não
Que não
Que não

Brasil
Um policial matou meu pai
E quando eu matar um policial
O filho dele também vai ficar sem pai
Aí quem cuida é a mãe, assim
Você conhece esse ciclo, o ciclo nunca tem fim
Me diz quem leva essa grana, só nós que leva essa fama
E a cocaína no jato, políticos são nojentos

Dizem que a culpa é de baixo, é proteger os de cima
E de blindagem é o Nicolás que entende
Maria Lima tem dinheiro ali, dinheiro lá, dinheiro fora
Seus interesses o dinheiro compra
E o congresso embaixo assina
Protege vilões enquanto a polícia assina
Transforma o povo em gato, massa de manobra
Me diz por que só um lutou, tu rico dobra, é foda
Ver outro corpo caído, ver outro rosto sem nome
Ver outro corpo nesse imbuidor de carne, Brasil

Cerveja gelada e fuzil
Brasil
Uma hora explode o barril
Cerveja gelada e fuzil
Brasil
Conheço mais cemitério do que maternidade

Nasceu, cedei a cena, disse ele ao Balo Bode
Mas não deixei de ser da polícia prioridade
Tipo, atravessei o arco-íris e não achei o pote
Viemos pra esse mundo a fóssil
Tenho a cor da noite
Se a vida fosse um pouco mais doce
Eu não falava caput
Andei milhas do sul ao norte, gastar hoje nosso pode
Ainda me pareço mais com você
Compro tudo na mão dos cara
A grana vai voltar pros cara
Até quando falamos perder o playboy

Não importa sua conta bancária
É o cano do Zou Palmar
É o poder paralelo
Esse o que mais dói
Quem mata em nome do pai
E esse vocês podem acusar de tudo
Menos de ser ausente
Eu também li João 8: 32
A culpa não é de quem ensina
A culpa é de quem não aprende
Tipo os que juram que ouvem meu rap
E parecem ter crescido na Alemanha do terceiro raio

Não acredita?
Abro o Insta e procuro um post
Sobre alguma vitória do Brau no rap
Mas, admito que tenho um carrão
Mas não sou igual a Humberto
E cês fazem questão de me lembrar
Por aqui um prato de baião
De dois nós divide pra três ou quatro
E Deus nunca deixou faltar, fui!


All lyrics are property and copyright of their owners. All lyrics provided for educational purposes only.