Dois rostos no reflexo
Uma armadura dourada
E uma mente rachada por dentro
Eu vi o Santuário ajoelhar diante da minha voz
No alto das doze casas, o medo andava entre nós
A máscara escondia o veneno no olhar
Um mestre no trono, um assassino a respirar
Gêmeos no peito, destino dividido
Um lado protege, o outro puxa pro abismo
Minha mão tocou o céu do poder absoluto
Mas o brilho do ouro também cega o justo
Ouvi sussurros dentro da própria consciência
A luz pedia calma, a sombra queria sentença
Atena ainda criança, o punhal na direção
E o universo inteiro coube na minha contradição
Na Casa de Gêmeos, ninguém sabe onde pisa
A mente vira prisão, a verdade se despista
Olhou pra minha face, perdeu a direção
Meu labirinto começa dentro do coração
Eu sou Saga, duas almas num só corpo
Um santo de armadura, um rei quase morto
Minha galáxia explode quando eu perco o controle
O bem pede silêncio, a treva toma o nome
Eu sou Saga, brilho frio no olhar
O Santuário inteiro aprendeu a me temer
Entre a culpa e o poder, entre o céu e o fim
A maior guerra santa começou dentro de mim
Outra Dimensão rasga a linha da existência
Mando o inimigo sumir da própria consciência
Satã Imperial, comando sem perdão
Faço o mais fiel trair pela minha mão
O Cavaleiro de Gêmeos carrega um tribunal
A sentença vem de dentro, pesada e imortal
Ares no rosto, sangue no pensamento
O cosmo cresce junto com o tormento
Eu conheci a glória, também provei veneno
Fui alto como estrela, desabei por dentro
Meu nome virou lenda, minha queda virou marca
A luz que me guiava virou sombra na minha casa
Shaka sentiu o peso, Ikki encarou o caos
Seiya queimou coragem atravessando meus sinais
No fim da batalha, vi meu próprio terror
O inimigo mais cruel vestia meu esplendor
Na Casa de Gêmeos, o espaço se distorce
O tempo fica mudo, a razão perde o corte
Quem encara meus olhos sente a pressão
De enfrentar um Deus quebrado pela própria ambição
Eu sou Saga, duas almas num só corpo
Um santo de armadura, um rei quase morto
Minha galáxia explode quando eu perco o controle
O bem pede silêncio, a treva toma o nome
Eu sou Saga, brilho frio no olhar
O Santuário inteiro aprendeu a me temer
Entre a culpa e o poder, entre o céu e o fim
A maior guerra santa começou dentro de mim
Kanon, meu espelho sujo no mar
Irmão de sangue, reflexo difícil de aceitar
A mesma constelação, ferida diferente
Dois destinos marcados pelo orgulho da gente
Quando a máscara cai, sobra o rosto real
Um homem gigantesco vencido pelo próprio mal
Atena diante de mim, o cosmo em silêncio
Minha redenção nasceu no último sofrimento
Eu sou Saga, duas almas num só corpo
O brilho mais divino com o peito mais torto
Explosão Galáctica, meu nome ecoa no fim
O universo treme quando eu respondo por mim
Eu sou Saga, culpa viva no olhar
Um Cavaleiro de Ouro que aprendeu a sangrar
Entre a luz e a escuridão, deixei meu nome assim
A maior guerra santa sempre esteve dentro de mim
Na Casa de Gêmeos
Ninguém enfrenta só uma ilusão
Enfrenta o que existe escondido
Dentro do próprio coração